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  • Beatriz Wollny

VOCÊ JÁ OUVIU FALAR EM “ALIENAÇÃO PARENTAL” ?


Quando um casamento chega ao fim, os filhos precisam aprender a conviver com uma nova rotina gerada pelo desmanche dos laços que mantinham seus pais unidos.

Separações acontecem com frequência, com as melhores e piores famílias. Ao classificar por “melhor” e “pior”, tomo como base o preparo emocional das mesmas. Nas “piores” famílias, sobra para os filhos os sentimentos de mágoa e rancor que contribuíram para o fim da relação.


A alienação parental sempre esteve presente na sociedade. Acontece assim: um dos pais, que normalmente não foi quem tomou a decisão sobre a separação, acaba procurando pelo apoio dos filhos, fazendo com que eles escolham seu lado e fiquem contra o outro. Essa pessoa intencionalmente ou não, acaba manipulando seus filhos para que estes se afastem e até mesmo tenham um sentimento de raiva daquele que resolveu acabar com a relação.

Inicialmente, de forma sutil, o alienador busca desmerecer o outro genitor perante os filhos, desvalorizando e evidenciando as fraquezas do mesmo, no papel de pai e pessoa. Com o tempo o contato entre o alienado e os filhos passa a ser rompido.


Normalmente são as mães as maiores alienadoras, já que a guarda é normalmente dada à elas, mas o contrario também pode acontecer.

Certa vez, durante um atendimento com os pais de uma criança que atendia em meu consultório, presenciei a o seguinte relato:


Márcia*, mãe de João*, 6 anos, descreveu a cena de uma briga com o então marido, Henrique*, enquanto seu filho assistia os dois discutindo. Após muitos xingamentos, Henrique* segurou o rosto de seu filho, olhando fixo em seus olhos, e repetiu diversas vezes “Papai vai embora, vai te deixar sozinho, por culpa da sua mãe. Sua mãe é louca. Papai vai embora por causa dela.”


Obviamente esta situação não é nada saudável para os filhos, que se encontram divididos entre pai e mãe. Esta obrigação à escolha gera sentimentos como ansiedade e angustia, podendo até mesmo levar à um quadro de depressão.


É primordial que os filhos sejam deixados de fora nas brigas de casais. Os filhos precisam ter em seus pais um porto seguro. A presença, tanto materna quanto paterna, é fundamental na formação de uma criança.


Havendo enorme dificuldade em deixar seus filhos fora de um quadro de separação, é recomendável buscar auxilio de um psicólogo, para que esta criança tenha o suporte de um profissional durante este momento tão delicado e doloroso no ambiente familiar.


*Nomes e idade foram alterados para garantir a privacidade das pessoas citadas.

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